Evento organizado pela Sator, com patrocínio da Petrobras e do UOL, discutirá o marketing sustentável numa série de seminários e apresentará alternativas ecologicamente corretas para o mercado de comunicação e marketing na feira de negócios
Fernando Murad e Jonas Furtado
02/06/2009 - 16:26
A primeira edição do Unomarketing - Comunicação Consciente: Feira e Seminário Internacional de Marketing Sustentável teve início nesta terça-feira, 2, com o objetivo de convidar os profissionais do mercado de comunicação e marketing a ampliarem a consciência em relação ao papel e o lugar de cada um nessa complexa teia. O evento é uma iniciativa da Sator, com patrocínio da Petrobras e do UOL, que conta ainda com o apoio do Meio & Mensagem.
Na programação dos seminários desta terça estão temas como "Além da redação: estou comprometido com a minha responsabilidade pessoal", inspirada na experiência do ativista colombiano Jaime Jaramillo, fundador da Niños de Los Andes e indicado ao Nobel da Paz; "Processos criativos x valores, sentimentos e emoções: qualidade e comprometimento com o resultado", apresentado por Yacoff Sarkovas, da Significa; "Reputação, valor e percepção do público: impacto e resultados efetivos do conteúdo consciente", de Michael Conroy, da Colibri Consultoria; e "Ética e educação para formar uma nova cultura de valores", de Ricardo Guimarães, da Thymus Branding.
Na quarta-feira, 3, a agenda de seminários prosseguirá com outros quatro painéis. Em paralelo aos debates ocorrerá até quinta-feira, 4, a feira de negócios, que apresentará empresas que fazem parte da cadeia produtiva de comunicação e marketing e que já atuam de forma consciente e sustentável por meio de produtos, serviços ou projetos inovadores. O evento acontece na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), na capital paulista.
Certificados
A discussão sobre a importância dos certificados de práticas sociais e ambientais sustentáveis e o comportamento dos consumidores em relação aos produtos que os ostentam conduziu o terceiro painel do seminário. Conroy, co-fundador da Colibri Consultoria, fez uma apresentação antes do debate, que teve a mediação de Regina Augusto (diretora de conteúdo do Grupo M&M) e a participação de Lívio Giosa (diretor do Instituto ADVB de Responsabilidade Social), Helio Mattar (presidente do Instituto Akatu) e Oskar Metsavaht (dono e criador da grife Osklen).
"Os produtos com esses selos vêm com uma promessa: a de que são feitos de maneira correta e sustentável", disse Conroy. "Quando um produto consegue uma certificação dessas é como se estabelecesse uma ação de co-branding com as organizações envolvidas – como o Greenpeace ou a WWF", completou.
Defensor dos selos de certificação, Oskar Metsavaht afirmou que o consumidor não pode apenas apontar o que as empresas têm feito de errado. "Não é só ficar apontando o dedo e cobrar. São mudanças difíceis de serem implantadas. Por isso, temos de identificar as primeiras ações de um processo e incentivá-las, as pequenas mudanças devem ser aplaudidas. É preciso mostrar um caminho, que não será percorrido em um ano", ponderou. "Se a cada ano a empresa percorrer um por cento das metas, e for incentivada para isso, em cem anos o objetivo será atingido."
Ao assumir a palavra, Lívio Giosa discordou do prazo mencionado por Metsavaht. "Esse tema exige um reposicionamento agora para daqui dez anos. A economia verde é uma urgência", expôs.
Helio Mattar, porém, endossou as palavras de Metsavaht. Para ele, é preciso incentivar todas as ações positivas para estimular a indústria e os empresários como um todo. "Temos de valorizar o copo meio cheio. Estamos em um processo de transição. Não há uma empresa que não faça uma ou duas coisas erradas. Não se pode apenas olhar o copo meio vazio".
Fonte: Meio & Mensagem
quarta-feira, 3 de junho de 2009
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